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Parte um quer fazer a 3º via do rap

Já faz um bom tempo que o rap saiu do gueto e entrou na vida de todo mundo, mostrando do que era capaz em termos de revolução musical e, porque não, política. Por isso mesmo, não é preciso ser nenhum especialista no estilo para notar que uma fórmula tão simples quanto rimas sobre uma batida pré-programada corre sérios riscos de se tornar repetitiva, caso as referências sonoras dos produtores e o discurso dos MCs não se renovem de vez em quando.
Para alívio geral, de vez em quando aparecem caras como Parteum, que se dispõem a desafiar o estereótipo do rap – a pose de mau, a agressividade com outros universos, os clichês de gangsta em geral – e tornar as fronteiras musicais mais tênues, confusas e, por isso mesmo, interessantes. Passando pela MTV para divulgar seu primeiro disco solo, “Raciocínio Quebrado” (ele também canta em um grupo de rap, o Mzuri Sana), o rapper e produtor Parteum – que, para ser diferente, só agora dizemos ser irmão do Rappin’ Hood – falou com o mtv.com.br sobre sua formação e seu raciocínio. Que pode até ser quebrado, mas parece estar sendo aplicado com precisão.
mtv.com.br – Explique melhor o conceito de “Raciocínio Quebrado”: você achava que o rap estava muito linear ultimamente? Parteum – Essa frase é do [rapper] Kamau, que um dia me disse que para entender o primeiro verso das minhas rimas tinha que ler o oitavo, o décimo segundo, assim por diante, que meu raciocínio é “quebrado”. Mas não é uma coisa sobre o rap especificamente, é sobre o mundo mesmo, sobre como você tem que trabalhar com vários pontos de vista para entender algo. Por exemplo, antes de vir pra cá eu estava vendo a CPI dos Correios na TV Senado, que tinha um determinado enfoque. Na TV Cultura, que eu vi depois, aquilo já era outra coisa, a mesma imagem, mas com um enfoque diferente. O ser humano é quebrado, o mundo até pede pra se ter um comportamento linear, mas não é assim que acontece. Eu vinha experimentando desde quando saiu o EP do Mzuri Sana, fui aprendendo a mexer nos equipamentos e acabei entregando o disco para a Trama todo pronto. Daí eles falaram que ainda podia polir algumas coisas, enfim, o processo de gravação também foi meio “quebrado” (risos).
mtv.com.br – O que é a “banca” Rhima Rara, da qual você participa? O que é uma “banca”, afinal? Parteum – Uma banca é mais ou menos como um coletivo, como o Instituto, sabe? São pessoas com aptidões diferentes que vão se ajudando, um produz o trabalho do outro, coisas assim. Dessa banca participam eu, Espião, DJ Duenssa, mais os grupos Ascendência Mista e Elo da Corrente. Ainda não gravamos um disco, mas isso vai acabar acontecendo eventualmente.
mtv.com.br – O que a experiência de morar na Califórnia acrescentou na sua formação? Parteum – Eu fiquei lá de 1995 a 2000, por conta do skate, que eu praticava profissionalmente. A Califórnia é a capital do skate mundial, eu tinha uns amigos morando lá, juntei o FGTS do tempo em que trabalhava num banco e fui. Ali eu aprendi principalmente a pensar menos nas diferenças, tinha gente de todos os cantos do mundo, abriu minha cabeça.
Escrito por Japoneis às 11h46
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mtv.com.br – Mas nessa época você já fazia rap ou ouvia uns hardcores de skatista? Parteum – Ah, eu sempre ouvi de tudo, meus pais são do interior, então tinham pela casa compactos de moda de viola, samba, um pouco de tudo... Mas eu ouvia muita coisa de hardcore mesmo, coisas nacionais também, Muzzarelas, Pin Ups, por aí.

capa do cd
mtv.com.br – Por falar nisso, nos links do seu site oficial (www.parteum.com) tem Frank Zappa, Flaming Lips, Radiohead... O que mais você curte de rock? Parteum – Radiohead eu ouço direto. O Frank Zappa me agrada porque ele sempre foi um revolucionário na música. O Flaming Lips também se preocupa sempre em inovar, lembra daquele disco quádruplo [Zaireeka], que tinha que tocar os quatro ao mesmo tempo? Eu também gosto muito do Living Colour, que tem o segundo baterista que eu mais gosto, e do Police, que tem o primeiro, Stewart Coppeland! No Brasil a mistura do rap com o rock rendeu umas coisas muito bacanas, Planet Hemp, BNegão, Ultramen, Rappa, e o legal é que fica uma coisa sincera, não é que nem o new metal.
mtv.com.br – Você é bem internético, por sinal... Tem até perfil no Myspace! O que acha de mais legal da rede? Parteum – Eu uso o Myspace pra falar com meus amigos dos EUA, principalmente... Mas a internet é muito bacana, eu comecei a usar mesmo em 2002, depois do disco do Mzuri Sana. É bom para falar com os fãs, as pessoas se comunicam mais fácil virtualmente. Outro dia um moleque me mandou um email dizendo “pô, gostei muito dessa sua batida, mas vou fazer uma ainda melhor e te chamar pra rimar comigo” (risos). Comunicação é assim, via de mão dupla...
mtv.com.br –Você teme que, se nada for feito pela diversificação, o rap nacional possa caminhar pra coisas questionáveis como o estilo gangsta, nos EUA? Parteum – O hip hop teve um caminho, que primeiro foi de inovação, depois de conscientização. Nos Estados Unidos o que aconteceu foi que eliminaram a conscientização e você só tem duas opções: ou ser gangsta ou ser totalmente pop, sem compromisso. O nosso movimento aqui no Brasil é de ligação, queremos achar uma terceira via. Senão, vamos estar copiando até as coisas ruins deles! E gente como o Mamelo Sound System, o próprio Mzuri Sana, o Simples do Kamau, 5º Andar, Alquimistas, SP Funk, Instituto, Posse Mente Zulu, todos esses estão procurando esse caminho do meio.
mtv.com.br – No seu currículo tem produções e parcerias com muita gente. Tem alguma que você achou especialmente interessante? Parteum – A mais engraçada, com certeza, foi a com o Ed Motta. Estou em em casa, num sábado de manhã, e toca o telefone. “Alô, Parteum? Oi, aqui é o Ed Motta!” E eu pensei que não era possível, só podiam estar me zoando. Mas ele tinha pegado meu telefone com a gravadora, falou que tinha uma música, levou o telefone até o piano, tocou e perguntou se podia me mandar um CD-R pra eu produzir algo, que ele estava indo na quarta pra São Paulo. Daí na quinta ele já foi pro estúdio e gravou, na sexta estava pronto! E nem deu pra acreditar, eu sou fã dele desde a Conexão Japeri!
Fonte: Mtv
Escrito por Japoneis às 11h45
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A vida Notorius Big nos cinemas

Vem ai o filme que vai contar a vida de Big. O jornalista Cheo Hodari Coker é quem esta escrevendo o script do filme, ele que já escreveu a biografia de BIG “Unbelievable: The life, Death, and after life of Notorius Big”. Big foi morto no dia 9 de março de 1997, em Los Angeles. Os antigos empresários Mark Pitts e Wayne Borrow assinaram para produzir o filme.
Cena Lamentável na abertura da 1º Mostra de filmes Hip Hop

Dia 21 aconteceu a abertura da 1º mostra de filmes Hip Hop, com Dj Nuts, Madlib, Kamau, Max Bo. O evento tava loko, Dj nuts tocando muito funk, Max Bo e Kamau com as famosas rimas improvisadase, por final Madlib tocando, cantando, fazendo tudo mas infelizmente aconteceu uma cena lamentável, durante o show do Madlib alguém tacou uma latinha de refrigerante que passou raspando na sua cara e molhou toda ela, na mesma hora ele parou de tocar e foi embora.
Não é a 1º vez que acontece essa palhaçada, no show do Racionais aqui em São José, tacaram duas latinha no palco, vários show tem acontecido isto, só não consigo entender porque as pessoas estão tendo essa atitude, será que eles não gostam da pessoa que esta fazendo a apresentação? porque estaria no show então...se essas pessoas que tem feito isso, vão só pra tacar latinha então elas tem que aprender a respeitar o trampo dos outros para o seu ser espeitado...”Respeito é pra quem tem” Sabotage.
Escrito por Japoneis às 11h39
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Quem executa a “Justiça” esta mesmo despreparado, vi isso hoje de manha no blog Rapevolusom.
Escritores e personagens do livro Hip-Hop a Lápis são perseguidos e presos pela PM
Os escritores do livro Hip-Hop a Lápis; Ridson, Justin e Zero4 são alguns dos moradores do Jardim Colombo perseguido pela polícia. Gato Preto, Cob são personagens do livro que também estão sendo molestados. A polícia tem perseguido, invadido e mantem dois jovens do Jardim Colombo na zona sul de São Paulo detidos no CDP II de Osasco.

Na foto apresentação do Extremamente com Justin, Ridson Dugeueto e Gato Preto
Nesta segunda feira (18) policiais militares invadiram a casa de Jailson Jesus do Sacramento. Os policiais agrediram o morador, ao avistarem um pôster do grupo de rap ¿A Família¿ disseram que sabiam que Jailson é irmão ¿desse neguinho¿ se referindo a Altino de Jesus do Sacramento conhecido no hip-hop por Gato Preto.
No mesmo dia a casa do escritor e mc Ridson Mariano, também foi invadida por policiais. Não havia ninguém na residência que teve seus livros e roupas revirados.
Ridson Mariano, o - Dugueto no livro Hip-Hop a Lápis denunciou o caso da prisão de Gato Preto. Acusado de porte de uma arma Taurus 9 mm que nem com ele foi encontrada passou 22 dias detido com seu cunhado, Everton que também é mc, no 34º distrito policial da Vila Sonia.
Robson ao ir fazer o pagamento da fiança foi revistado por policiais que o acusaram de porte de uma arma calibre 38 com numeração raspada e de tentativa de suborno com o valor que seria utilizado na fiança.
Essa não foi a primeira vez que Ridson tem sua casa invadida. No início do mês policiais civis entraram em sua casa. Quando questionado sobre a hospedagem do estadunidense Justin Hasford também autor do Hip-Hop a Lápis, Ridson explicou sobre suas atuações com direitos humanos. Os policiais retrucaram:
- Che Guevara, Racionais... É isso que você entende por direitos humanos? - Se referindo aos pôsteres colados na residência.
Essas ações tem se tornado rotina no Jardim Colombo, um anexo do Paraisópolis. Cortado geograficamente pela Avenida Giovanni Gronchi, na zona sul de São Paulo. A polícia realizou na semana passada uma mega operação na comunidade, mobilizando centenas de policiais, equipe terrestre, helicópteros. Centenas de pessoas estão tendo os seus direitos violados com os crimes acima mencionados. Sob o pretexto de descobrirem cativeiros, a policia tem entrado nos barracos de famílias humildes e promovido medo generalizado nos favelados para proporcionar um sentimento de segurança nos vizinhos ricos do Morumbi, Portal e adjacentes.
O atrito entre policiais e jovens do movimento hip-hop é a tempos notório. Mas a partir do dia 5 de julho a repulsa dos moradores do bairro pela policia só aumentou.
Segundo testemunhas por volta das 17 horas da tarde estavam reunidos em frente a um deposito de gás alguns jovens conversando como sempre fazem. Policiais abordaram os jovens e revistaram a todos perguntando se tinham passagens pela polícia. Everton Ribeiro de Souza, o Cob e Marcos Renato Jesus do Sacramento disseram que já tinham ¿passagens¿. Um dos policiais pegou então uma sacola de supermercado com uma quantidade enorme de cocaína e disse para os dois:
-Então, isso aqui é de vocês?
A estudante Leandra Ribeiro de Souza esposa de Gato Preto ao ver a cena interveio e iniciou uma discussão. Foi insultada, reagiu cuspindo no rosto de um policial que passou a agredi-la. Os três jovens foram algemados e levados ao 89 DP. Leandra ficou presa por algumas horas, foi solta após assinar o artigo de desacato a autoridade.
Cob e Marcos continuam detido no CDP II em Osasco.
O advogado Geferson Badan solicitou relaxamento de fragrante. Para que os acusados possam responder em liberdade. Acusa a Delegada Doutora Carolina Bacchi que cuida do caso de serciamento de defesa. Por ser impedido de ver e falar com seus clientes.
Os moradores juntamente com entidades de defesa dos direitos humanos e militantes do movimento hip-hop planejam a criação de um comitê que encabece uma campanha contra as arbitrariedades e corrupção da polícia. Pedindo a libertação dos dois jovens detidos.
Ridson Dugueto faz um relato detalhado e emocionado das situações pelas quais tem passado. Nas quais diz as conhecidências entre as denúncias feitas no livro e nos seus rap com as recentes agressões.
¿ Para acessar o relato completo clique aqui.
Fonte: Da redação do Vermelho/Rapevolusom
Escrito por Japoneis às 10h36
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